JÚLIO REDECKER – INÍCIO NO SETOR COUREIRO-CALÇADISTA E MANDATOS DE DEPUTADO FEDERAL

Com o sonho de ser deputado adiado, Júlio manteve-se próximo da política ao trabalhar por dois anos na Assembleia Legislativa – entre 1987 e 1988. No Parlamento Gaúcho, Redecker foi assistente superior do deputado Luís Fernando Staub, primeiro secretário da Casa à época.

Encerrado esse período, Redecker decide dar um tempo à carreira política e passa a focar suas atividades no setor coureiro-calçadista, com a criação da Cobbler – Serviços de Importação e Exportação Ltda. Atuando na área de comércio, importação e exportação de calçados, couros e afins, a empresa permitiu a Júlio conhecer e ser conhecido no setor. Ao mesmo tempo em que a Cobbler crescia – chegou a ter 18 funcionários -, Redecker ampliava sua rede de contatos na área como gerente operacional da empresa, realizando viagens constantes para os Estados Unidos.

Genebra
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Deputado Adilson Mota, Júlio Redecker, Presidente da Abaex

O contato com os americanos deixaria marcas no futuro deputado que, como poucas pessoas, compreendia a importância da comunicação e das relações pessoais, tanto na política como nos negócios. O conhecimento do mercado calçadista, sua capacidade de liderar e, sobretudo, de se comunicar, o fizeram figura conhecida no meio empresarial, que carecia de lideranças e porta-vozes às suas demandas. Percebendo esse vácuo, Júlio foi assessor especial da Presidência da Associação Brasileira dos Agentes de Exportação de Couro, Calçados e Afins (ABAEX), entre 1991 e 1992, e vice-presidente da entidade de 1993 a 1994, tendo participado como observador da Rodada do Uruguai da Organização Mundial do Comércio (OMC), realizada em Genebra, Suíça, em 92.

Depoimento de Vitor Luis Arnold
Depoimento de Marcelo Clark Alves
Depoimento de Enio Klein

No início dos anos 90, paralelo às atividades empresariais, Redecker passou a lecionar na Feevale, na disciplina de Estudo dos Problemas Brasileiros, ampliando sua rede de contatos no Vale do Sinos.

Sem concorrer nas eleições de 1990, o jovem advogado e empresário estava confortável atuando na iniciativa privada. Pai pela terceira vez com o nascimento de Victória, tudo indicava que os próximos anos seriam de tranquilidade para os Redecker.

Sua paixão pelos meios de comunicação ganhava vazão no Programa Guerrilheiros da Notícia, na extinta TV2 Guaíba. O programa criado por Flávio Alcaraz Gomes recebia convidados de segunda a sexta-feira para debater temas locais e nacionais. Às segundas-feiras, Redecker estava na bancada ao lado de Flávio Alcaraz e Antônio Carlos Baldi.

Quando tudo parecia ter se acalmado, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, amigo, incentivador e coach de Júlio, recebe um convite do presidente Fernando Collor de Mello para comandar o Ministério de Minas e Energia. A proposta para Júlio atuar na chefia da assessoria parlamentar do ministério motivaria mais uma mudança para a família, que se transferiu para Brasília em abril de 1992.

A posse de Pratini de Moraes seria marcada por um fato inusitado: ao ver Júlio Redecker no ato, Collor de Mello, que havia sido vice-presidente de Júlio na Juventude do PDS nos anos 80, exclama: “Monstro!”, para surpresa dos presentes. Na sequencia, Collor explica – “Monstro da palavra”, fazendo referência a reconhecida oratória de Redecker.

No entanto, sua participação no governo federal não duraria muito tempo. Trazidas a público por Pedro Collor de Melo, irmão do presidente, as denúncias sobre um esquema de corrupção montado dentro do governo pelo ex-tesoureiro da campanha presidencial Paulo César Farias resultaram na instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que por sua vez levou ao afastamento do próprio presidente. Votada em 29 de setembro de 1992, a autorização para a abertura do processo de impeachment de Collor foi aprovada pela Câmara por uma ampla maioria de votos. Em razão disso, em 2 de outubro assumiu interinamente o vice-presidente Itamar Franco, e Pratini passou a pasta a Paulino Cícero.

Em fevereiro de 1993, Pratini assume uma cadeira na Câmara em substituição ao deputado Telmo Kirst, também do PDS, que se licenciou por motivo de saúde. Redecker, mais uma vez, precisava retomar a vida. De volta ao Estado, virou candidato a deputado federal com a desistência de Pratini concorrer novamente à Câmara, em 1994.

Depoimento de Faisal Karan
Depoimento de José Pereira Graça Couto

1994 – UMA CAMPANHA INOVADORA

Com uma campanha inovadora, e a participação da família em peças publicitárias e um discurso agressivo em favor do setor produtivo, Redecker surpreende ao somar 40.788 votos. Apesar da grande votação, ele ficaria na primeira suplência.

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Mesmo assim, Redecker realizaria seu sonho ao assumir uma cadeira na Câmara Federal no dia 2 de fevereiro de 1995, logo após a instalação da nova legislatura. Substituindo o deputado Fetter Júnior, nomeado secretário Estadual do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais pelo governador Antônio Brito (1995-1998), Redecker tornou-se membro da Comissão de Economia, Indústria e Comércio e suplente da Comissão de Minas e Energia da Câmara.

Câmara
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Posse na Câmara e atuação parlamentar no período
Câmara
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Posse na Câmara e atuação parlamentar no período

Nas votações das emendas constitucionais enviadas ao Congresso Nacional pelo governo Fernando Henrique Cardoso ao longo de 1995, teve uma visão desestatizante, pronunciando-se favoravelmente à abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras; à revisão do conceito de empresa nacional; à abolição do monopólio estatal nas telecomunicações, na exploração do petróleo e na distribuição do gás canalizado pelos governos estaduais; e à prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) — antigo Fundo Social de Emergência (FSE) —, criado na legislatura anterior para garantir o financiamento do plano de estabilização econômica do governo (Plano Real).

Também no mesmo ano, tornou-se presidente da Subcomissão do Comércio Exterior, da Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Câmara e exerceu o cargo de secretário-geral adjunto da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul no Congresso Nacional, da qual passaria a membro titular no ano seguinte.

Ainda em 1995, atuou como observador da Associação Brasileira de Comércio Exterior junto ao Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT), em encontros realizados no Uruguai e, em Genebra, Suíça. Além disso, representou a Câmara dos Deputados na VI Reunião Plenária da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, em Piriápolis, Uruguai, e na Reunião de Ministros Responsáveis por Comércio, em Denver, nos Estados Unidos.

Em janeiro de 1996, com o retorno de Fetter Júnior à Câmara, Redecker voltou à condição de suplente, permanecendo nessa situação até março seguinte. Assumiu, então, a vaga aberta com a indicação do deputado Telmo Kirst para a Secretaria de Obras, Saneamento e Habitação do governo gaúcho. Em julho de 1996, declarou-se contrário à instituição da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que sucedeu ao Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), tributo criado para aumentar a arrecadação do Ministério da Saúde.

GATT
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Deputado Júlio com o Deputado Paulo Delgado, Dr. Jorge Bourhausen, Deputado Feu Rosa, e Deputado Confúcio Moura

SEM VOTAR A REELEIÇÃO DE FHC, RETORNO À SUPLÊNCIA

Entre 13 de janeiro e 7 de fevereiro e de 21 de fevereiro a 3 de março de 1997, Redecker esteve novamente na suplência do PPB. Nessas datas, a Câmara votou o projeto de emenda constitucional instituindo o princípio da reeleição para prefeitos, governadores de estado e o presidente da República.

Contrário à proposta, Redecker foi afastado do processo com o retorno de Telmo Kirst, que exonerou-se temporariamente de suas funções de secretário para votar favoravelmente à emenda, atendendo aos interesses do governo federal e, em especial, aos do presidente Fernando Henrique Cardoso, principal beneficiado pela aceitação do projeto. Aprovada pela Câmara por 370 votos a 112, em 25 de fevereiro de 1997, a emenda da reeleição seria confirmada pelo Senado Federal em junho seguinte.

Plenário
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Dep. Júlio Redecker no plenário da Câmara Federal

Com a volta de Kirst ao governo gaúcho no início de março de 1997, Redecker assumiu mais uma vez uma cadeira na Câmara, tornando-se membro da Comissão de Finanças e Tributação. Ainda no mesmo ano, votou a favor do destaque ao projeto de reforma administrativa do governo Federal que instituiu a possibilidade de demissão no serviço público por insuficiência de desempenho ou por excesso de gastos com pessoal. Em março de 1998, com Kirst reassumindo mais uma vez o mandato, voltou à condição de suplente.

Esteve mais uma vez na Câmara entre 4 e 19 de novembro de 1998 e de 23 de novembro até 1º de janeiro de 1999, sempre no lugar de Telmo Kirst. No dia 21 de janeiro seguinte, ainda na legislatura 1995-1999, foi efetivado no mandato em substituição ao deputado Adílson Mota, nomeado ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Depoimento Nelson Redecker
Depoimento de José Orth
Depoimento de Pedro Feiten
Depoimento de Volnei Garcia de Lima

1998 – MAIS DE CEM MIL VOTOS E UM SUSTO

Afirmado como parlamentar a partir de uma atuação consistente, na eleição de outubro seguinte Redecker obteve 102.596 votos, sendo o segundo mais votado da coligação formada pelo PPB e pelo Partido Liberal (PL). Redecker estava no hospital quando soube de sua primeira eleição a deputado federal, em 1998. Dois dias antes da eleição, o então suplente havia sofrido um grave acidente automobilístico, em Taquara, quando um caminhão cortou a frente da caminhonete em que ele estava. Era uma tarde de sexta-feira, no retorno de mais um compromisso de campanha na região.

Redecker sofreu lesões na coluna, rosto e ombro. Enfrentou meses de tratamento até poder assumir na Câmara. "Nem eu pude votar em mim", declarou depois de empossado, ao lembrar os dias no hospital. Foram 30 dias em uma cama hospitalar, seguido de um longo período de recuperação. As sequelas, no entanto, o acompanhariam para sempre. Nos primeiros anos, sentia dores terríveis, só amortizadas com anti-inflamatórios.

Seis meses após deixar o hospital, Júlio retomaria os roteiros para agradecer os mais de cem mil votos. Não raro era forçado a voltar em virtude de dores na coluna provocadas pela viagem. “Para, para. Não dá. Vamos voltar!”, pedia à equipe.

Em seu segundo mandato na Câmara, Júlio Redecker integrou ainda várias comissões especiais. Foi empossado para a legislatura 1999-2003 em fevereiro de 1999.

Com atuação estadual, presença constante junto às comunidades, forte atenção aos prefeitos e suas demandas, mais a destacada presença na mídia, Júlio Redecker foi reeleito no pleito de 2002, recebendo 3,20% dos votos, somando 188.213. No ano seguinte, saiu do PPB e migrou para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Ainda nesse mesmo ano, votou contra a Reforma da Previdência posteriormente aprovada pelo Senado e que tinha pontos polêmicos como a contribuição dos inativos. Além disso, foi membro titular da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

Depoimento de Zilá Breitenbach
Depoimento de Pedro Pereira
Depoimento de João Carlos Ramos
Depoimento Valério Caliari

2005 – ATUAÇÃO DESTACADA NA CPI DO MENSALÃO E PROJEÇÃO NACIONAL

Em 2005, Redecker ganharia visibilidade nacional como titular da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do “Mensalão”, que investigou o pagamento de uma “mesada” aos deputados da base de apoio ao governo Lula (2003-2011) para aprovação dos projetos do Executivo Federal. O início do escândalo se deu com as declarações do deputado federal Roberto Jefferson, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que foi cassado por quebra de decoro parlamentar em setembro do mesmo ano, no desdobramento do processo. Entretanto, os trabalhos da comissão terminaram sem um relatório final.

A lista que Paulo Pimenta divulgou tinha cerca de 90 nomes e mencionava políticos ligados a 15 partidos (PSDB, PTB, PSN, PSD, PL, PST, PMN, PPS, PSC, PPB, PDT, PSB, PFL, PRN, PSL) e valores recebidos na campanha de 1998. Por outro lado, só um deputado do PT, o mineiro João Fassarella, era citado. Cinco saques do PT, no valor de R$ 850 mil, tinham as datas, mas não apontavam os nomes dos petistas.

A história esdrúxula relatada por Pimenta, que não explicava direito como recebera a lista do empresário, foi desmascarada por Redecker, que denunciou-o por quebra de decoro parlamentar ao combinar informações com Marcos Valério. A Polícia Federal descobriu, ao periciar os arquivos que registram a movimentação financeira de Valério no Banco Rural, que várias informações foram adulteradas. O Banco Rural teria incluído mais 39 mil movimentações nos registros. As suspeitas eram de que as movimentações financeiras que foram inseridas serviriam para ajudar Valério nas explicações sobre a origem do dinheiro repassado aos políticos. Não restou outra coisa a Paulo Pimenta a não ser renunciar e pedir desculpas para seus colegas.

Mensalão
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CPI do Mensalão
Mensalão
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CPI do Mensalão

Ao final de uma reunião, já se dirigindo para buscar seu automóvel, Redecker flagrou o deputado petista Paulo Pimenta, vice-presidente da CPI do Mensalão, reunido na garagem do Senado com o empresário Marcos Valério, na madrugada do dia 10 de agosto, logo após a sessão da CPI, em um carro. Na manhã do dia seguinte, na abertura de mais uma rodada de oitivas da CPI, Pimenta surgiu com uma lista de nomes de sacadores das contas de Valério. O deputado do PT disse ter recebido a lista do próprio publicitário. A suspeita lista trazia nomes de políticos, principalmente do PSDB mineiro, que haviam sido financiados em 1998 pelo empresário.

Depoimento Onyx Lorenzoni
Depoimento de Henrique Fontana

2006 – MAIS UMA GRANDE VOTAÇÃO PARA A CÂMARA

Reeleição em 2006
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Atuação em bsb nas comissões.

Júlio Redecker se reelegeu novamente em 2006, com 2,64% dos votos no estado, com o apoio de 157.745 eleitores.

Nessa legislatura, foi vice-relator da CPI das Sanguessugas, que teve como objetivo investigar o esquema de fraudes na compra de ambulâncias para secretarias municipais de saúde, com verba do Orçamento Federal. Integrou também como titular a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional e foi primeiro vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

Depoimento de Senadora Ana Amélia Lemos
Depoimento do Senador Lasier Martins

LÍDER DA MINORIA

Júlio Redecker ganhou destaque no cenário federal com a chegada à Liderança da Minoria em 2007. Na Tribuna da Câmara, Redecker ocupou um espaço importante para a Oposição. Seus discursos denunciavam os desmandos evidenciados no Apagão Aéreo, mas, sobretudo, miravam a corrupção no governo Lula.

Naquele período, quando Lula flanava na onda de popularidade e com maioria folgada no Congresso Nacional, coube ao PSDB, até então o maior partido oposicionista, ocupar a Liderança da Minoria. Entre as tarefas da oposição, dizia Júlio Redecker, estava a indicação dos caminhos que o País deveria seguir para a retomada do desenvolvimento.

Redecker criticava duramente o governo petista em temas como corrupção e morosidade nos processos decisórios. Para ele, o Brasil estava marcando passo ao deixar de aproveitar os bons ventos da economia mundial, especialmente com o boom das commodities, que duplicaram as exportações por conta da supervalorização de produtos como aço e soja no mercado internacional, por exemplo.

A Reforma Política era outro tema que ocupava o líder da Minoria. Em entrevistas e manifestações, Redecker defendia a adoção de medidas que tornassem o processo eleitoral mais transparente, como cláusula de barreira, fidelidade partidária, voto distrital e voto em lista fechada.

Já naquela época ele destacava a necessidade de aprovação do financiamento público de campanha, pois considerava que a doação de recursos para campanhas eleitorais, como era feita até então, com a participação da iniciativa privada, era sinônimo de corrupção.

CLIMA QUENTE NA CCJ

No dia 20 de março de 2007, o tempo esquentou na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Durante todo o dia, o clima tenso predominou com fortes ataques entre governo e oposição em torno da votação do recurso do PT contra a CPI do Apagão Aéreo. A votação acabou adiada, já que havia iniciado a sessão do plenário da Câmara, o que impediu que as comissões continuassem funcionando.

Júlio Redecker chegou à reunião e acusou o presidente da CCJ, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), de tomar partido e não conduzir bem os trabalhos da comissão.

– O senhor não estava presente e está correndo o risco de incorrer em leviandades – respondeu Picciani.

O deputado carioca viu um irritado Redecker se levantar e fazer menção de que iria agredi-lo, mas foi dissuadido pelo colega Sérgio Carneiro (PT-BA).

– O senhor não tem direito de chamar nenhum deputado de leviano! – exasperou-se o líder da Minoria.

A foto de Redecker avançando em direção à mesa da Presidência da CCJ com o dedo em riste rodou o País e seria capa de 55 jornais brasileiros no dia seguinte.

Líder da Minoria
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Deputado Júlio Redecker na sessão da CCJ
Depoimento de Arlindo Chinaglia
Depoimento de Antonio Pannunzio

Projetos de Leis e Emendas

Atuação Parlamentar Júlio Redecker