O GESTOR DE PESSOAS

Para Redecker, a política era instrumento para o bem comum, não para o bem de alguns. Política era para as pessoas, feita por pessoas.
Foram ideias como essas que balizaram a formação da Equipe Redecker, um grupo de profissionais das mais diferentes formações e áreas que entendiam o significado de trabalho em grupo e acreditavam na construção de um projeto conjunto.

Ao conversar com um candidato, Redecker aplicava o Sistema Predictive Index, o PI, um teste que fazia a análise de perfil comportamental e mensurava como cada pessoa poderia se relacionar no trabalho e o que a motivava no dia a dia.

A novidade estava sendo utilizada no início dos anos 90 na indústria calçadista e foi apresentada ao parlamentar, que passou a adotá-la na contratação dos futuros colaboradores. Além das qualidades profissionais, Júlio queria saber se a pessoa seria capaz de trabalhar em grupo e se adequar ao seu perfil político passando por situações de stress, além do cotidiano de trabalho.

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Depoimento Setembrino Palinski
Depoimento Renato Correa Silva

Aos poucos, Redecker foi buscando no mercado pessoas das mais distintas áreas: exportação, comunicação, administração, do setor público e até mesmo, do Exército. Importava o conhecimento e, sobretudo, como cada um poderia contribuir no atendimento de demandas e no contato direto com sua excelência, o eleitor.

Redecker era generoso e sabia reconhecer a dedicação de cada um. Muito cedo implantou a meritocracia em seu gabinete como forma de premiar o trabalho de seus colaboradores.

Quem trabalhava com ele sabia que Júlio Redecker era duro, mas justo. “Precisamos ser afável com as pessoas, áspero com os problemas”, dizia. Para trabalhar na equipe, o candidato precisava saber que não teria horário, invariavelmente trabalharia aos finais de semana e poderia receber um telefonema à noite ou nas primeiras horas da manhã.

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Depoimento Remídio Klein
Depoimento Mario Selbach

Se houvesse algum ruído com lideranças ou com um eleitor, Redecker primeiro defendia sua equipe. Diante do problema, não hesitava em dizer: “Não é comum isso acontecer no meu gabinete. Vou ver com minha assessoria o que aconteceu e volto a lhe dar retorno”. Após ouvir as partes, se a razão fosse do assessor, não media esforços para defender o time. Com isso, ganhava o grupo e sinalizava para o líder que a equipe poderia falhar, mas essas pessoas eram de sua absoluta confiança e que, cada um, à sua maneira, contribuía para seu sucesso.

Júlio Redecker cobrava. E Muito. Tinha pouca paciência para falhas repetidas. “Checar e rechecar. Não esqueçam disso!”. “Deem retorno!”. Cada cobrança era, na verdade, encaminhamento para o acerto e melhoria pessoal. Ele queria que todos estudassem. Falassem línguas. Viajassem. Crescessem como líderes e pessoas. “Quero que todos estejam bem”.

E todos sabíamos que não estávamos sentando tijolos, mas construindo uma catedral. “Vamos entrar de mãos dadas no Palácio Piratini”. Quis o destino que essa profecia não se concretizasse, mas todos sabemos que fizemos história ao trabalhar com um homem que marcaria a vida de cada um para sempre a partir do trabalho e de valores sólidos.

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